Kassab desconhecia corte de merenda nas creches de São Paulo

Prefeito nega que corte na merenda foi feito por falta de verba e diz que decisão foi técnica, não financeira

Carolina Freitas, Agência Estado,

17 de setembro de 2009 | 15h21

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse que desconhecia a decisão da Secretaria Municipal de Educação de cortar uma das cinco refeições diárias servidas nas creches da capital. A redução no volume da merenda passa a valer a partir de segunda-feira e vai afetar crianças de 661 creches municipais. Agora, as direções das creches vão ter que optar por servir ou o café da manhã ou o jantar para as crianças.

 

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Apesar de alegar não ter tomado conhecimento da situação, Kassab negou que o corte tenha sido causado por falta de verbas. Segundo o prefeito, foi feita uma adequação "técnica" do número de refeições, em função da diminuição do período em que as crianças ficam nas creches, de 12 horas para 10 horas por dia.

 

"Não faltou, não está faltando e não faltará recurso para a merenda", afirmou o prefeito, após participar de evento para entrega de um conjunto habitacional em parceria com o governo do Estado, no Jaguaré, zona oeste da cidade. "A decisão foi técnica, não financeira. Tecnicamente, as crianças têm um limite de alimentação máximo e mínimo."

 

Um novo contrato firmado entre a Prefeitura e oito fornecedoras de merenda escolar na semana passada prevê o corte do café da manhã ou do jantar, dependendo do turno de funcionamento da creche. Questionado se poderia rever os termos do contrato, o prefeito respondeu: "Se for uma decisão tecnicamente equivocada, evidente que sim, mas não acredito que seja."

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