Kassab defende secretário que criticou reportagens sobre lixo

Prefeito acredita que São Paulo está 'extremamente limpa' e pediu que paulistanos sejam compreensivos

Anne Warth, Agência Estado

14 de setembro de 2009 | 18h25

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), defendeu nesta segunda-feira, 14, o secretário das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, que criticou reportagens apontando grande quantidade de lixo nas ruas da capital. Camargo assumiu o cargo há menos de duas semanas, depois que Andrea Matarazzo deixou o governo municipal. Para Kassab, "a cidade está extremamente limpa".

 

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"O secretário Ronaldo Camargo quis mostrar que a Secretaria das Subprefeituras, com essa realidade orçamentária e os serviços que são prestados, tem uma situação que pode ser identificada como de limpeza. Mas é muito importante que haja fiscalização para que esse serviços sejam realizados", disse, após participar da abertura da Semana de Conciliação da Justiça no Fórum Trabalhista Rui Barbosa, em São Paulo.

 

Kassab pediu que a população seja compreensiva em relação à realidade orçamentária da Prefeitura. "O importante é que as pessoas tenham compreensão da nossa realidade orçamentária", afirmou. O prefeito disse que o orçamento da Prefeitura para limpeza urbana neste ano é de R$ 903 milhões, o mesmo de 2008.

 

"Acho que gastar R$ 903 milhões é suficiente, adequado para a nossa realidade orçamentária. Vamos aqui recordar que no ano de 2004 existia um sentimento em São Paulo de que se gastava muito com limpeza urbana. Naquele ano foram R$ 613 milhões."

 

A polêmica sobre as verbas para limpeza urbana ganhou força depois que a chuva do último dia 8 causou alagamentos e desmoronamentos na Grande São Paulo. Oito pessoas morreram, entre elas cinco crianças.

 

Questionado, Kassab não soube responder como é feita a fiscalização das empresas contratadas para a varrição das ruas de São Paulo. Por conta da crise, a Prefeitura fez um corte de 20% no orçamento previsto para varrição. "A Secretaria das Subprefeituras é a responsável por fiscalizar a varrição. Não tenho dados técnicos, mas a secretaria está à disposição", limitou-se a dizer.

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