Kassab considera medida 'perfeita' e mantém restrição

Para prefeito, flexibilização para possibilitar retomada de entrega de combustíveis 'será a mesma coisa que ceder ao movimento'

O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h03

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), reafirmou ontem que não vai flexibilizar o horário da restrição a caminhões na Marginal do Tietê e em outras 25 vias da cidade. Ele respondeu ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro-SP), que pediu o afrouxamento da medida para garantir a normalização da distribuição de combustíveis.

"Não existe a possibilidade porque, se alterássemos, seria a mesma coisa que ceder ao movimento. Está implementada (a restrição)", disse. Kassab afirmou que a restrição pode ser aperfeiçoada depois de avaliação, mas que a Prefeitura não vê defeitos na nova medida. "Para os nossos técnicos, a medida é perfeita, senão não teria sido apresentada."

Somente no dia 20 é que a Prefeitura deve avaliar os reflexos das restrições aos caminhões na Marginal do Tietê e outras vias importantes da cidade no trânsito da capital paulista.

A argumentação do prefeito continua sendo de que a limitação é justificada por causa da construção do Rodoanel - que ainda está incompleto, sem os Trechos Leste e Norte. "Essa medida é esperada há mais de 10 anos", disse Kassab.

Para ele, a tendência é que no futuro os caminhões deverão circular apenas durante a noite. "Muito possivelmente daqui a 10 anos, 12 anos será totalmente proibida durante o dia inteiro a circulação dos veículos de carga." Kassab criticou a ação dos sindicalistas e disse que vê o movimento grevista "com muita tristeza". "Lamento muito, porque o caminho nunca é a greve, em especial em um setor tão importante para a cidade."

Questionado sobre os piquetes que continuavam acontecendo na cidade ontem, o prefeito negou que a greve ainda estivesse em andamento.

"A paralisação já acabou. Nem trabalho com essa hipótese (de a paralisação continuar)", afirmou. Apesar de negar qualquer possibilidade de mudança no horário da restrição, o prefeito afirmou que a hora é de "estender a mão" para o diálogo com a categoria.

Ajustes. O secretário municipal de Transportes e presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Marcelo Cardinale Branco, disse à rádio Estadão ESPN que a Prefeitura já cedeu no passado. Ele citou o adiamento do início da restrição, marcado para janeiro, e a diminuição em três horas diárias no tempo de proibição da circulação de veículos de carga.

A partir de agora, de acordo com Cardinale Branco, serão feitos apenas ajustes pontuais. Um comitê técnico foi criado para avaliar questões que podem ser alteradas. "Mas não é mudança", disse. / ARTUR RODRIGUES

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