Kassab chama Law de 'bandido' durante blitz em shopping

Prefeitura multa empresário e interdita local; dias antes, subprefeitura da Mooca apoiava construção

14 de novembro de 2007 | 18h33

Durante blitz nas obras do Shopping Pari, na zona leste de São Paulo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chamou de bandido o empresário chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong, dono do empreendimento. "Enquanto eu for prefeito, isso aqui não abre. São Paulo quer aqui pessoas que paguem impostos e trabalhem sério. O senhor Law é um bandido, criminoso e merece ser preso", disse Kassab. Logo após a blitz, que apreendeu produtos falsificados e contrabandeados, a PF autuou o empresário em flagrante.   Após blitz em shopping popular, PF prende Law Kin Chong Prefeitura interdita obras de shopping de Law Kin Chong Law é apontado pela Polícia Federal (PF) como o maior contrabandista do Brasil. Sob a alegação de a obra não tem alvará e que não poderia estar acontecendo, o prefeito, com apoio das policias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), interditou o local e anunciou que foi aplicada uma multa no valor de R$ 2.436.444 à Calinda Administração e Participação, empresa do chinês. Dias antes, porém, a subprefeitura da Mooca apoiava a criação do shopping, pois diminuiria o número de camelôs. "Acho que o shopping popular é uma alternativa para organizar o espaço público, facilitar o combate a criminalidade e dar mais dignidade ao trabalho dos ambulantes", disse o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak. O pedido de autorização para funcionamento estava para ser expedido pela Secretaria Municipal de Habitação. De acordo com Odloak, o único documento que faltava era o Termo de Recebimento e Aceitação Definitivo (Trad), concedido pela Secretaria de Transportes a estabelecimentos de grande porte que têm impacto no trânsito. Maior contrabandista Condenado por corrupção, o "rei da 25 de Março" ainda responde na Justiça a dois processos por contrabando e formação de quadrilha. Law foi preso em junho de 2004, depois de ser filmado tentando subornar o ex-deputado Luiz Antonio de Medeiros para que seu nome não fosse incluído no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria Ele esteve detido em Brasília, em Guarulhos e no Instituto Agrícola de Bauru, no interior paulista. Foi colocado em liberdade em junho pelo juiz Enio Moz Godoy, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Bauru, para cumprir pena em regime aberto. Com informações de Ana Carolina Moreno, do Jornal da Tarde

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