Kassab agora fala em heliportos 24 horas

Regulamentação vai servir para pontos de uso coletivo, com estrutura de[br]aeroportos. São Paulo tem dois, no Jaguaré e no Campo de Marte

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

No dia em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fez uma ofensiva para fechar 16 helipontos em São Paulo, com base na nova norma municipal que restringiu o funcionamento desses locais durante a madrugada, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) já admitiu ontem rever a lei para permitir o funcionamento 24 horas de pontos coletivos de pouso e decolagem.

Dezesseis prédios que foram notificados ontem pela Anac precisam encerrar as atividades de seus helipontos até segunda-feira, sob pena de multa de R$ 8.000 por dia, informou ontem o órgão federal. Foi a primeira ofensiva da agência realizada com base na nova lei municipal. Segundo balanço da Secretaria Municipal de Habitação, 37 helipontos tiveram o pedido de alvará indeferido em 15 meses.

Questionado ontem sobre o assunto, o prefeito disse que vai dar apoio às ações do órgão federal, mas admitiu rever a lei para permitir o funcionamento de pontos durante a madrugada, o que a lei atual, em vigor desde outubro, veta. O prefeito disse que a liberação vai beneficiar apenas os heliportos - pontos de uso coletivo com estrutura parecida com a de aeroportos. São dois na capital, um no Jaguaré e outro no Campo de Marte.

A cidade tem 272 helipontos, dos quais 86 têm licença municipal para operar. Ontem, a Anac notificou três helipontos na região da Avenida Luís Carlos Berrini, na zona sul. No Itaim-Bibi, a Anac pediu o fechamento de outros seis helipontos. A ofensiva também incluiu a região da Avenida Paulista, do Morumbi e do Butantã. Entre os 16 notificados há apenas um hospital, o Alvorada, em Moema, na zona sul.

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