Juvêncio pediu para negociar seqüestro, diz Marco Aurélio

Superintendente do São Paulo disse que foi tentar ajudar e não aparecer, após pedido do presidente do clube

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2008 | 17h08

O superintendente de futebol do São Paulo e vereador eleito Marco Aurélio Cunha (DEM) contou, na quinta-feira, 16, que foi até o Jardim Santo André tentar ajudar na negociação do seqüestro da garota Eloá pelo ex-namorado, Lindembergue Alves, a pedido do presidente do clube, Juvenal Juvêncio. "Juvenal me ligou e pediu para que eu fosse até o local prestar algum tipo de ajuda. Não sei se ele recebeu essa recomendação de outra pessoa, mas o fato é que segui até lá com dois advogados do clube. Não para aparecer, mas para tentar auxiliar."   Veja também: Documento deve garantir integridade física de Lindembergue Polícia vai usar irmão de vítima para negociar fim de seqüestro Pai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escola PMs entram em apartamento vizinho onde garotas são reféns Vizinhos também se tornaram reféns de seqüestro no ABC Amiga volta ao apartamento para negociar fim de seqüestro Em 2 anos, houve ao menos 3 seqüestros por relacionamento Jovem diz que vai matar ex-namorada se polícia invadir o local    O dirigente - que é médico e trabalhou por dez anos no sistema penitenciário - afirmou que os policiais militares não permitiram sua participação no caso. Mas solicitaram que deixasse uma mensagem para o seqüestrador. "Foi o que fiz, através dos meios de comunicação. Falei que a polícia não o considera um bandido."   Para Marco Aurélio, o fato de a camisa são-paulina estar pendurada na janela do apartamento em que Lindembergue mantém Eloá e sua amiga Nayara como reféns desde anteontem não fere a imagem do clube. "Pelo contrário. Acho que sempre que o esporte aparece neste tipo de questão, é em sinal de paz."   O assunto do seqüestro também foi abordado com o técnico da equipe, Muricy Ramalho. O treinador foi perguntado se aceitaria fazer papel semelhante ao de Marco Aurélio. Muricy respondeu, sem titubear. "Se eu puder mandar um recado para ele - e eu acho que ele está lá assistindo à TV, já que não está fazendo nada -, diria: 'Lindembergue, se toca! Isso já está ficando muito chato.'"

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