ErikaWittlieb / Pixabay
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Justiça volta atrás e revoga soltura de líder do PCC

Direção de presídio alertou magistrado que preso que seria solto era um dos integrantes da cúpula da facção 

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 20h56

A Justiça de São Paulo revogou a decisão que devia pôr em liberdade Leonardo Vinci Alves de Lima, de 44 anos, uma das lideranças em ascensão na hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC). Conhecido como Batata, Batatinha ou Purê, ele é um dos 175 acusados no maior processo da história contra a facção, aberto em 2013 após denúncia do Ministério Público Estadual.

A decisão de libertar Batata havia sido tomada pelo juiz  Adjair de Andrade Cintra em razão da pandemia de covid-19. O condenado estava cumprindo pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, na região oeste do Estado. Já preso, ele foi novamente autuado em flagrante em 2019 e condenado por outro crime a 10 anos de prisão por tráfico de drogas.

Alertado pela direção da penitenciária de que estava soltando um membro da direção da facção, o magistrado tornou sem efeito a decisão, evitando a libertação do preso. Batatinha é acusado no processo dos 175 ao lado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outro integrantes da cúpula da facção.

Na época, Batatinha fazia parte da cadeia de comando que ligava a chamada Sintonia Final da facção - sua cúpula - com os demais chefes do grupo criminoso presos e com aqueles em liberdade, nas ruas. Interceptações telefônicas mostram que ele se relacionava então com João carlos bastos de Oliveira, o Itália, um dos responsáveis pela chamada Sintonia Final do Sistema, ou seja, a cúpula responsável por dar ordens dentro das cadeias.

Batatinha ainda foi surpreendido conversando sobre uma remessa de 200 quilos de cocaína para facção e outros 50 quilos que seriam um negócio particular de um dos dirigentes. No diálogo, o acusado relatava aos chefes que os fornecedores da droga no Paraguai e na Bolívia ainda não haviam sido pagos.

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