Justiça revoga prisão preventiva de Oscar Maroni

Até uma coletiva já foi marcada, para às 20 horas, no Bahamas; casa foi pivôs da briga do empresário com Kassab

Rodrigo Pereira, do Estadão,

02 de outubro de 2007 | 14h51

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu nesta terça-feira, 2, habeas-corpus revogando a prisão preventiva do empresário Oscar Maroni Filho, que responde a processo por favorecimento à prostituição, tráfico de mulheres, exploração de prostíbulo e formação de quadrilha.   "Não havia motivos para decretar a prisão preventiva dele", disse o advogado do polêmico empresário, José Thales Solon de Mello. Ele aguarda agora a expedição do alvará de soltura de seu cliente na 5ª Vara Criminal da Barra Funda e espera que Maroni saia do 13º Distrito Policial, na Casa Verde, até o fim da tarde.   Até uma coletiva já foi marcada, para às 20 horas, no Bahamas – a casa de diversões masculinas que foi um dos pivôs da briga do empresário com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e com o Ministério Público Estadual.   "Ele vai falar, mas nada de polêmica. Vai apenas comentar a decisão da Justiça", adiantou o advogado, que orientou Maroni a evitar declarações ruidosas. "É uma estratégia da defesa", definiu. Segundo Solon de Mello, Maroni tentará agora a liberação do Bahamas e do Oscar’s Hotel.   Após o acidente com o Airbus A320 da TAM, em julho, o prédio do Oscar’s foi lacrado pelo prefeito Kassab (DEM). Construído como se fosse um prédio comercial, o local, na verdade era um flat residencial.   Para o promotor José Carlos Blatt, responsável pelo inquérito do MP contra Maroni, "a liberdade provisória concedida a ele não miniminiza a gravidade da denúncia". "É um direito dele, conseguiu esse benefício judicialmente e como próprio nome diz, liberdade provisória, se cometer alguma afronta à ordem pública, às testemunhas, à preservação das provas, esse habeas corpus pode ser cassado. Depende do comportamento dele", alertou.   Blatt contou que Maroni depôs no processo na semana passada, sustentando que o Bahamas era na verdade um balneário, e não um prostíbulo. Na quinta-feira o promotor tem audiência com as testemunhas do processo. Se for condenado pelos quatro crimes dos quais é acusado, Maroni pode pegar uma pena de 8 a 21 anos de prisão.

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