Justiça nega recurso do MP e mantém Mizael Bispo livre

Promotoria alega erro ou omissão contra decisão; defesa chama laudo da polícia de 'leviano'

Solange Spigliatti e Priscila Trindade, estadão.com.br

01 de setembro de 2010 | 15h06

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta quarta-feira, 1, o recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado, alegando erro ou omissão contra decisão em agravo regimental relacionado a Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra da Silva, acusados de envolvimento na morte da advogada Mércia Nakashima, em maio deste ano.

 

Veja também:

linkLaudo do caso Mércia coloca Mizael na cena do crime

 

Não há informação sobre qual seria o teor do recurso apresentado pelo MP contra a decisão da desembargadora Angélica de Almeida, da 12ª Câmara de Direito Criminal, que concedeu o último habeas corpus a Mizael Bispo de Souza e ao vigia Evandro Bezerra Silva. O mérito do Habeas Corpus para os dois ainda deve ser julgado, segundo a Justiça.

 

Também nesta segunda-feira, a defesa de Mizael afirmou que o laudo da polícia é leviano e inconclusivo ao dizer que algas encontradas em um dos pares de sapato de Bispo provam que ele esteve na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, onde o corpo da vítima foi localizado.

 

Segundo o perito Renato Pattoli, do Instituto de Criminalística (IC), a evidência confirma que o sapato foi usado por alguém que colocou o pé na água da represa.

 

Para o advogado Sammir Haddad Junior, o laudo não especifica que a alga possa ser encontrada apenas naquela represa. "Essa alga pode ser encontrada no Brasil inteiro. Ele [o laudo] não pode afirmar que Mizael estava lá", enfatizou.

 

O laudo mostra que o exame microscópico encontrou ainda resíduos de ossos e chumbo e manchas de sangue em um dos dois pares de sapato de Bispo. As testemunhas do caso serão ouvidas durante a audiência de instrução no dia 18 de outubro, em Guarulhos.

 

Mércia foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. O corpo dela foi encontrado em uma represa de Nazaré Paulista. Para a polícia, Mizael teria se encontrado com ela em frente ao Hospital Geral de Guarulhos no início da noite. Em seguida, eles teriam seguido no carro dela para a represa, onde Mércia foi agredida no rosto e baleada. Depois, o veículo foi jogado dentro da água.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.