Alfredo Risk - Futura Press/Estadão Conteúdo
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Justiça nega pedido para prender mãe e padrasto de garoto desaparecido

Polícia trabalha com hipótese de menino ter sido jogado em rio; padrasto diz que alguém entrou na casa

Renê Moreiro, especial para o Estado,

07 Novembro 2013 | 17h57

A Justiça negou o pedido de prisão da mãe e do padrasto do menino que sumiu em Ribeirão Preto (SP). Para a juíza da 2ª Vara Criminal, Isabel Cristina Alonso dos Santos, em despacho na tarde desta quinta-feira (7), o casal colabora com a polícia e não oferece risco de fuga.

O Ministério Público não concorda e, em caso de crime, diz não ver a participação de uma terceira pessoa. Por isso, o promotor Marco Túlio Nicolino vai conversar com o delegado do caso e não descarta ingressar com um novo pedido de prisão.

Apesar de não desprezar outras hipóteses, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de Joaquim Ponte Marques, de três anos, ter sido jogado no córrego perto de sua casa, indo parar no Rio Pardo, onde as buscas têm se concentrado. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse que a linha de investigação aponta nesse sentido. "A primeira expectativa é isso", afirmou.

A mãe do garoto, a psicóloga Natália Mingone Ponte, e o padrasto, Guilherme Longo, novamente foram ouvidos na delegacia nesta quinta-feira,7. Visto como suspeito, Longo concedeu entrevista e disse acreditar que alguém entrou na casa durante a madrugada. Segundo ele, roupas do menino teriam sumido e a porta, que estava fechada, teria amanhecido aberta.

Histórico. O garoto não é visto desde o final da noite de segunda-feira, 4. O padrasto diz que o último contato foi quando o colocou para dormir. A versão foi confirmada pela mãe, que teria chegado ao quarto do filho na manhã seguinte para lhe dar uma dose de insulina, já que a criança é diabética, mas não havia ninguém.

A polícia trabalha com algumas pistas para localizar Joaquim: dois vídeos feitos por câmeras de segurança próximas da casa, e os sinais de um cão farejador, indicando que padrasto e criança teriam feito o mesmo trajeto da residência até um córrego na região.

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