Nilton Fukuda/AE
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Justiça nega pedido de liberdade à mulher do empresário da Yoki

Elize Matsunaga confessou ter assassinado e esquartejado o marido Marcos Kitano Matsunaga no dia 19 de maio

Gheisa Lessa, Estadão.com.br

12 de junho de 2012 | 15h58

A Justiça negou, nesta terça-feira, 12, o pedido de liberdade da defesa de Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, que confessou ter assassinado e esquartejado o marido, o diretor executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, no último dia 19 de maio. O advogado de Elize, Luciano Santoro, pediu na última segunda, 11, a revogação de sua prisão temporária.

A expectativa é de que ainda nesta semana a Polícia Civil encerre oficialmente o inquérito e peça a prisão preventiva da mulher do executivo. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, espera a conclusão dos laudos periciais.

De acordo com o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, o caso já está encerrado e todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente já foram ouvidas.

Entre as oitivas estava a da suposta amante de Marcos, motivo da briga entre o casal, que culminou com a morte do executivo.

Abaixo trecho da decisão assinada pelo juiz Théo Assuar Gragnano, divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP):

"A investigada pleiteia a revogação da prisão temporária, argumentando com a sua desnecessidade ante a conclusão das investigações e a ausência de diligências pendentes.

Pede, ainda, que não seja acolhido eventual pleito de prisão preventiva, afirmando que ausentes indicadores de riscos à ordem pública ou à aplicação da lei penal.

O Ministério Público opinou contrariamente, articulando que o inquérito ainda não foi relatado e distribuído, a revelar que as investigações não foram concluídas.

A prisão provisória da investigada foi decretada ante a demonstração de sua necessidade. E o seu prazo foi assinado por este juízo à vista da indicação, pela autoridade policial, das diligências necessárias à elucidação da autoria do crime, de seus motivos e circunstâncias."

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