Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Justiça nega liberdade para Champinha pela 3ª vez neste ano

De acordo com Ministério Público, novos laudos psiquiátricos serão apresentados em março; rapaz torturou e matou casal em Embu-Guaçu

O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 09h58

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo decidiu manter mais uma vez a internação de Roberto Aparecido Alves, mais conhecido como Champinha, condenado por torturar e matar em 2003, quando tinha 16 anos, Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Caffé, de 19 anos. O casal de namorados foi rendido enquanto acampava na zona rural de Embu Guaçu, na Grande São Paulo. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A pedido da Defensoria Pública, esta foi a terceira vez neste ano que o pedido de liberação de Champinha foi avaliado. Novos laudos psiquiátricos e psicossociais serão apresentados em março de 2016.  O processo corre em segredo de justiça. 

Durante a audiência, o MPE apresentou um laudo pericial que sustentava a manutenção da internação de Champinha , hoje com 28 anos. O MPE encaminhou psicólogos e assistentes sociais do Núcleo de Assessoria Técnica Psicossocial (NAT) para fazer acompanhamento psicológico e avaliação do interno. 

Champinha cumpriu três anos de internação psiquiátrica em uma unidade especial, mas não foi liberado após o fim da medida. Em maio, a Justiça paulista decidiu mantê-lo internado. Ele está em uma Unidade Experimental de Saúde na Vila Maria, zona norte da capital. O equipamento foi criado pelo governo paulista para atender adolescentes com transtornos psicológicos graves.

Inicialmente ele foi encaminhado à Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), hoje Fundação Casa, onde ficou o período máximo de internação para adolescentes. Em 2007, foi transferido para a unidade experimental de saúde. A proposta da Defensoria Pública é de que ele pudesse continuar o tratamento em liberdade.

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