Justiça mantém prisão de Roger Abdelmassih

Pena do ex-médico foi reduzida para 181 anos, mas decisão retirou artigo que fazia com que ele pudesse ficar apenas 30 anos preso

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 15h44

Atualizada às 17h32

SÃO PAULO - O ex-médico Roger Abdelmassih, de 71 anos, será mantido preso, segundo decisão da 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo Sergei Cobra Arbex, advogado das vítimas do ex-médico, a decisão dos desembargadores será "como uma prisão perpétua". 

A defesa do ex-médico reivindicava a suspensão do julgamento de 2010 que condenou Abdelmassih a 278 anos de prisão. Na decisão desta quinta-feira, os desembargadores retiraram alguns crimes que prescreveram e a pena caiu para 181 anos. No entanto, o TJ acatou um pedido da Procuradoria-geral de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) de retirar um artigo da primeira condenação que permitia com que Roger Abdelmassih pudesse ficar apenas 30 anos preso. 

Dessa forma, mesmo com uma pena menor, Abdelmassih terá de cumprir todos os anos de condenação e só terá direito a liberdade condicional após dois quintos da pena cumprida. "Além disso, ele reconheceu que todos os crimes são hediondos e terá cumprir dois quintos dos 181 anos, ou seja, ficar mais de 100 anos para ter direito ao regime semi-aberto", explicou a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) Maria Amélia Nardy Pereira.

Procurado, um dos advogados do ex-médico, José Luís Oliveira Lima, afirmou que "respeita a decisão do TJ, mas não concorda com seu teor". Ele afirmou que irá recorrer da decisão. 

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