Justiça mantém preso monitor acusado de abusar de três meninas

TJ-SP negou habeas corpus pedido pela advogada de defesa; Assis está preso desde maio com base no relato das crianças

O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2014 | 21h27

SÃO PAULO - Acusado de abusar de três meninas de 3 anos, o ex-monitor do colégio Mackenzie de Barueri, na Grande São Paulo, Antônio Bosco de Assis vai continuar preso até que saia a sua sentença, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira, 25, o habeas corpus pedido a Antônio Bosco de Assis por sua advogada na segunda. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 27, no Diário Oficial de Justiça. O monitor está preso desde maio apenas com base no relato das três crianças.

Não constam no processo imagens das câmeras do circuito interno da escola ou testemunho das pessoas que estariam com o monitor no momento do crime. Laudos periciais revelados na segunda-feira indicaram que não há indícios de abuso sexual nas meninas. Os documentos foram elaborados no Instituto Médico-legal (IML) e anexados ao processo na semana passada.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o abuso aconteceu no dia 22 de abril. Bosco foi acusado de “aproveitar-se da momentânea ausência de vigilância” de outros funcionários para despir e tocar as crianças, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, a professora de Educação Física ouvida pela polícia declarou que as meninas não ficaram, “em hipótese alguma”, desacompanhadas.

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