Justiça mantém condenação de Marcola

Entendimento é de que não houve prejuízo contra líder do PCC no julgamento e que sentença de 29 anos de prisão deve ser mantida

André Cabette Fábio,

12 de abril de 2013 | 08h36

A Justiça Estadual decidiu manter a sentença de 29 anos de prisão contra Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado pela morte de Antonio José Machado Dias, juiz das Execuções Criminais de Presidente Prudente. A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou que houvesse irregularidades no julgamento. Marcola é o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi condenado em novembro de 2009 e havia entrado com um recurso contra a decisão.

 

O criminoso foi condenado junto com Júlio César Guedes de Moraes, o Carambola, e o falecido Sandro Henrique da Silva Santos, o Gugu, por ter ordenado a morte do juiz no dia 14 de março de 2003. O crime também foi qualificado com as agravantes de emboscada e motivo torpe. Na decisão em que nega o recurso contra a condenação, o relator do julgamento, o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, destacou que “o homicídio foi praticado a fim de pressionar as autoridades do Judiciário e da Secretaria de Assuntos Penitenciários objetivando abolir o Regime Disciplinar Diferenciado”.

 

A conclusão da Justiça é de que não houve nenhum prejuízo a Marcola. O relator ainda afirmou que os autos do processo detalham a forma como Marcola e os outros condenados comandavam o PCC de dentro de presídios. Entre os crimes sob sua autoridade estariam o ataque contra policiais e agentes penitenciários, atentados, tráfico de drogas, roubos e sequestros. 

 

O juiz foi assassinado com um tiro no peito e outro na cabeça quando voltava do trabalho para casa por João Carlos Rangel Luise, Adilson Daguia, Reinaldo Teixeira dos Santos e Ronaldo Dias, o Chocolate.

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