Justiça manda PMs e bombeiros do Maranhão voltar ao trabalho

TJ acatou pedido do Estado para acabar com a greve da categoria, sob pena de multa diária de R$ 200 por funcionário

ERNESTO BATISTA , ESPECIAL PARA O ESTADO/ SÃO LUÍS, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2011 | 03h01

O desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão Stélio Muniz deferiu ontem liminar determinando a imediata suspensão da greve dos bombeiros e da Polícia Militar do Estado, sob pena de multa diária de R$ 200 para cada integrante da corporação. O pedido foi ajuizado pelo Estado do Maranhão, alegando que a paralisação envolve atividade essencial. Ontem, cerca de 400 policiais e bombeiros militares, com suas famílias, acamparam na Assembleia Legislativa do Maranhão, ocupada desde a noite de quarta-feira.

A Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão ainda pediu ontem a prisão de quatro diretores do movimento de policiais grevistas, incluindo o cabo Roberto Campos, porta-voz do grupo. O subcomandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Edílson Moraes Gomes, ingressou com representação na Procuradoria-Geral de Justiça pedindo a prisão deles e de mais quatro agentes. Ninguém foi preso até a noite.

Cerca de 5 mil militares maranhenses resolveram cruzar os braços para forçar o governo estadual a negociar um reajuste. A categoria reivindica um aumento de 30%, considerando a perda salarial dos últimos três anos e melhores condições de trabalho. Apenas os militares que servem em Caxias e Coroatá não aderiram ao movimento. Ontem, os deputados estaduais e o comando do movimento grevista discutiram a situação, mas não se chegou a nenhum acordo.

A Força Nacional tem um batalhão com cerca de 500 homens patrulhando as ruas de Imperatriz e São Luís. As Forças Armadas e a PF ainda podem ser convocadas a qualquer momento.

Solidariedade. O Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário e o Sindicato dos Policiais Civis deram apoio ao movimento. E ameaçam, caso o governo não discuta reajustes, aderir à greve na próxima semana.

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