Justiça manda isolar 2 líderes do PCC em Presidente Bernardes

Os detentos Fabiano Alves de Souza, o Paca, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), serão transferidos da P2 de Presidente Venceslau para a Penitenciária de Presidente Bernardes, onde ficarão isolados no sistema conhecido como Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Sandro Villar, Especial para o Estado / PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2013 | 02h06

As remoções foram autorizadas nessa segunda-feira, 4, pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP), que acatou o pedido feito pelo Ministério Público Estadual (MPE). Paca é do primeiro escalão da facção, segundo os promotores que combatem o crime organizado.

Essas foram a quarta e a quinta transferências anunciadas desde que o MPE denunciou 175 acusados de compor o PCC e pediu à Justiça a internação de 32 no RDD, conforme divulgou o Estado com exclusividade em outubro. Além de Paca e de Andinho, o TJ determinou a transferência de outros três dirigentes do PCC. Até agora, porém, apenas Paulo César Souza Nascimento Júnior, o Paulinho Neblina, condenado a quase 107 anos de prisão, foi levado para o RDD, onde está isolado pela sétima vez desde 2003.

Na sexta-feira, a Justiça determinou o "envio imediato" dos detentos Daniel Vinicius Canônico, o Cego, e Eric Oliveira Farias, conhecido pelos apelidos de Quebra e Gominho.

Investigação. Com base nos documentos apreendidos com o PCC durante os três anos e meio de investigação, o MPE montou um organograma e obteve uma espécie de "censo" da facção. Por meio do censo foi possível verificar que os dois Estados, além de São Paulo, onde a facção tem o maior número de adeptos são Paraná e Mato Grosso do Sul. No primeiro, o PCC tem 626 integrantes, dos quais 545 estão detidos - destes, 20 são originários de São Paulo.

Escutas obtidas pelo Estado também mostraram que o PCC planejava atentados contra autoridades, entre elas o governador Geraldo Alckmin.

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