Justiça Federal decreta prisão de acusado de assassinato em cruzeiro

Crime ocorreu em 2010; vítima teria sido estrangulada por noivo em cabine de transatlântico

Marcelo Godoy,

22 de outubro de 2013 | 19h10

O juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho decretou a prisão preventiva do barman Bruno Souza Bicalho Vale Ricardo, de 33 anos, sob a acusação de ele ter assassinado sua noiva, a bartender Camilla Peixoto Bandeira, de 28. O crime ocorreu em janeiro de 2010 em um cruzeiro do navio MSC Musica. A jovem foi encontrada morta em sua cabine na manhã de um domingo, quando o transatlântico voltava ao porto de Santos, após um cruzeiro de sete noites.

 

Na época, o barman disse à Polícia Federal (PF) que a vítima se havia enforcado com um lençol. No entanto, segundo a denúncia, a versão da defesa foi contrariada por diversos depoimentos colhidos pela PF. O comandante do navio, Francesco Saverio Veniero, por exemplo, disse que não havia nada pendurado, "nenhum tipo de corda", na cabine da vítima. Os depoimentos ainda mostrariam que o casal tinha um relacionamento conturbado. Camilla sofreria agressões físicas constantes dos acusado.

 

A perícia afastou a hipótese de suicídio por enforcamento com base no tipo de ferimento que havia no corpo da vítima, a maioria relacionado com casos de estrangulamento. A denúncia contra o barman foi feita em 24 de julho pelo Ministério Público Federal. A Justiça resolveu decretar a prisão do réu depois de constatar que ele não morava em nenhum dos três endereços fornecidos pelo acusado.  Na época, a MSC Cruzeiros divulgou nota na qual informava que lamentava "o ocorrido".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.