Justiça fará dois novos leilões de bens de Abadía

O primeiro leilão ocorrerá no próximo dia 3 de julho e o segundo só no dia 17 de julho

Paulo R. Zulino, estadao.com.br

19 de junho de 2008 | 13h57

Os bens do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia que não foram arrematados no leilão anterior, realizado no último mês de abril, terão dois novos leilões. A determinação é do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, responsável pelo processo criminal que condenou Abadía a 30 anos de prisão.   Entre os bens que vão a leilão, há uma lancha avaliada em um R$ 1,7 milhão, um veículo Ford Rural, 73 relógios de marcas importadas, oito canetas, além de óculos escuros e relógio de mesa. O primeiro leilão ocorrerá no próximo dia 3 de julho, às 14 horas, com a venda dos bens pelo maior lance a partir do valor da avaliação. O segundo acontecerá no dia 17, também às 14 horas. A venda se dará pelo maior lance oferecido, a partir de 35% do valor da avaliação.   Os leilões serão realizados na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 739- 8.º andar, São Paulo, região da Avenida Paulista, e através do site http://www.leilao.mj.gov.br Os lances poderão ser oferecidos via internet em igualdade de condições com o pregão físico. Os interessados deverão fazer um pré cadastro no site.   No último dia 8 de abril, foi realizado um bazar beneficente, no Jockey Club de São Paulo, para a venda dos bens pessoais de Abadia apreendidos na chamada "Operação Farrapos". Entre os itens disponíveis, havia roupas, móveis, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e utensílios para casa em geral. Um grande tumulto tomou conta dos portões do Jockey, que tiveram de ser fechados às pressas pelos organizadores do evento.   No dia seguinte, também no Jockey Club, aconteceu o leilão dos bens considerados de maior valor. Como nem todos esses bens foram arrematados, acontecerão os outros dois leilões. Os valores obtidos serão depositados em conta judicial. Parte do dinheiro ficará aplicado até que o processo tenha transitado em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos. O restante será divido entre entidades de assistência social definidas pelo juízo.    

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