Justiça e educação em defesa da vida

Análise: Ingrid Leão

É DA COORDENAÇÃO NACIONAL DO COMITÊ LATINO-AMERICANO, DO CARIBE PARA A DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER (CLADEM/BRASIL), O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2012 | 03h02

O Mapa da Violência 2012 revela que a promulgação da Lei Maria da Penha, em setembro de 2006, provocou uma visível queda na taxa de assassinatos de mulheres no País. A partir de 2008, no entanto, a espiral de violência retoma os patamares anteriores.

Esse fenômeno indica claramente que as políticas públicas de proteção às mulheres, previstas na Maria da Penha, ainda são insuficientes para reverter a prática da violência.

O mapa do feminicídio - assassinato de mulheres - tem relação direta com o mapa do acesso à Justiça, a serviços públicos de segurança, proteção judicial e também saúde, e com o mapa da prática de uma educação não sexista. Justiça e educação são, assim, dois territórios férteis de políticas públicas para a defesa da vida das mulheres brasileiras.

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