Justiça determina fim da greve de ônibus na Grande São Paulo

'Carros já estão saindo das garagens', diz órgão de transportes de Guarulhos; negociações serão retomadas nesta sexta-feira e partes terão uma semana para entrar em acordo

Gabriel Pinheiro, do estadão.com.br

20 de maio de 2010 | 19h23

SÃO PAULO - Em audiência na tarde desta quinta-feira, 20, a Justiça determinou aos motoristas e cobradores de Guarulhos e Arujá volta ao trabalho imediata, sob pena de multa diária de R$ 200 mil, informou a Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Guarulhos e Região (Guarupas). "Os carros já estão saindo das garagens para atender a população", anunciou a entidade em nota.

 

As negociações entre empresários e representantes da categoria serão retomadas na manhã desta sexta no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). As partes terão uma semana para entrar em acordo. Segundo a Guarupas, na reunião desta quinta não foi discutido reajuste nem reivindicações.

 

A greve, iniciada na quarta, afeta diariamente cerca de 1,3 milhão de moradores nas duas cidades. A categoria pede aumento salarial de 14,10%, vale refeição de R$ 12, fim da dupla função (motorista e cobrador ao mesmo tempo, no caso dos micro-ônibus), 30 minutos de refeição remunerada, melhorias no convênio médico e cesta básica, além da jornada de 40 horas semanais.

 

Na contraproposta recusada, as empresas de ônibus ofereceram reajuste salarial de 5,5% e a equiparação do salário do "motorista leve" (que exerce dupla função em micro-ônibus e ganha menos que motoristas de veículos grandes) ao do "motorista pleno" em até dois anos.

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