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Justiça decreta prisão de PMs que registraram assassinato como atropelamento

Farsa foi descoberta quando legista do IML encontrou cápsula de bala na nuca do vigia Alex de Morais durante exame necroscópico

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

19 de outubro de 2015 | 17h54

SÃO PAULO - A Justiça Militar decretou às 16h30 desta segunda-feira, 19, a prisão temporária de dois policiais militares por suspeita de participar da morte do vigia Alex de Morais, de 39 anos, em Sapopemba, zona leste de São Paulo, em 11 de outubro.

Os PMs, que são soldados do 19º Batalhão, registraram o caso como atropelamento. Segundo as investigações do 70ºDP (Vila Ema), eles induziram a erro os bombeiros e os médicos que atenderam o caso. A farsa só foi descoberta quando um legista do Instituto Médico Legal (IML) encontrou uma cápsula de bala na nuca do rapaz durante o exame necroscópico.

Para o delegado Luiz Marturano, acredita-se que os dois policiais perseguiam suspeitos que estavam em uma moto e atiraram no vigia por engano. Depois, forjaram um atropelamento para enganar as apurações.  

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