Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Justiça decreta a prisão de Gil Rugai; veja linha do tempo do caso

Estudante foi condenado em fevereiro de 2013 a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado pela morte do pai e da madrasta

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 23h08


Publicitário e ex-seminarista, Gil Rugai foi acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta,  Alessandra de Fátima Troitiño, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo em 28 de março de 2004. 

No mesmo local onde o casal morava, funcionava a produtora de vídeos do publicitário, a “Referência Filmes”. O vigia disse ter visto Gil Rugai saindo do local na noite do crime. 

Dois dias depois, a polícia descobriu que a produtora havia sofrido um desfalque de R$ 100 mil, desvio que foi relacionado a Gil Rugai no dia seguinte (ele foi expulso de casa cinco dias antes do crime). Depois, no dia 6 de abril de 2004, ele se entregou para a polícia, mas declarou ser inocente. 

CRONOLOGIA

29 mar. 2004

Um dia após o casal ser encontrado em Perdizes (mais precisamente na Rua Atibaia), o vigia diz ter visto Gil Rugai saindo da casa na noite do crime, acompanhando de outra pessoa.

30 mar. 2004

A polícia descobre que a produtora sofreu desfalque de R$ 100 mil um mês antes do crime. Gil Rugai trabalhava na contabilidade. 

4 abr. 2004

Perícia encontra cartucho disparado pela mesma arma usada nos assassinatos no quarto de Gil Rugai, na casa do pai.

5 abr. 2004

É confirmado o desfalque de R$ 100 mil dado por Gil Rugai.

6 abr. 2004

Gil Rugai se entrega à polícia, mas alega ser inocente. 

29 abr. 2004

A Justiça acolhe denúncia do Ministério Público (MP) contra Gil Rugai.

21 mai. 2004

Laudo estabelece que a pegada de Gil Rugai é compatível com a encontrada em uma porta arrombada na casa do pai.

25 jun. 2005

Pistola semiautomática calibre .380 é encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde Gil Rugai tinha escritório.

6 jul. 2005

Perícia conclui que a pistola é a mesma usada para matar o casal. 

9 ago. 2005

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa nega liminar em dois habeas corpus de Gil Rugai, e é negada a revogação de sua prisão preventiva. 

15 set. 2005

5° Tribunal do Júri decide que Gil Rugai vai a júri popular (sem data definida para o julgamento).

18 abr. 2006

Gil Rugai obtém habeas corpus no STF para aguardar seu julgamento em liberdade.

19 abr. 2006

Gil Rugai sai do Centro de Detenção Provisória (CDP) após dois anos e 14 dias na prisão. 

9 mai. 2006

4a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça nega recurso da defesa de Gil Rugai e decide que ele vai a júri popular (data do julgamento não é definida).

8 set. 2008

Procurador pede a revogação da liberdade provisória concedida a Gil Rugai, já que mudou de cidade sem avisar a Justiça. 

9 set. 2008

Com o pedido aceito pelo Tribunal de Justiça (TJ), Gil Rugai volta à prisão.

10 fev. 2009

Gil Rugai é solto após ficar preso por 150 dias em Tremembé, no interior de São Paulo, por decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

21 ago. 2009

O STJ ordena que Gil Rugai seja preso. Em seguida, a defesa pede um habeas corpus para que ele continue solto. 

12 dez. 2011

Júri é adiado depois de advogados do réu solicitarem novas provas. 

26 mar. 2012

Justiça adia o julgamento dez dias antes do previsto por tempo indeterminado após defesa pedir complemento do laudo pericial. 

22 fev. 2013

Após cinco dias de julgamento, Gil Rugai é condenado a 33 anos e nove meses de prisão (em regime fechado), mas o juiz Adilson Paukoski Simoni determinou que o condenado poderá recorrer em liberdade.

27 fev. 2013

Após ser admitido na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Gil Rugai cancela sua matrícula no curso de Biomedicina.

3 abr. 2013

Ministério Público (MP) pede à Justiça para que Gil Rugai use tornozeleira eletrônica. 

13 set. 2014

Procurador da Justiça, Marcos Hideki Ihara, é condenado a pagar R$ 43,4 mil por danos morais ao juiz Cassiano Zorzi Rocha, e à promotora Mildred de Assis Gonzalez, ao enviar, em 2011, uma carta aos advogados de Gil Rugai, sugerindo que os dois, então envolvidos no caso, eram amantes e trabalhavam para prejudicar a defesa do acusado. 

4 nov. 2014

A Justiça de São Paulo decide manter a condenação de Gil Rugai pelo assassinato do pai e da madrasta. Um mandado de prisão será expedido em até dois dias. De acordo com a Justiça, Rugai, que respondia pelo crime em liberdade, deve voltar para a prisão.

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