Justiça decidirá no dia 10 sobre a inauguração do Shopping Iguatemi JK

Centro de compras só poderia abrir após a execução das obras para amenizar o impacto viário

Luísa Alcalde - Jornal da Tarde, texto atualizado às 19h40

02 Abril 2012 | 17h45

SÃO PAULO - No próximo dia 10, nove dias antes da data marcada para a inauguração do novo Shopping Iguatemi JK, no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Nações Unidas, no Itaim-Bibi, zona sul da capital, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo vão decidir se o empreendimento vai poder abrir ao público antes de concluir a obra do viaduto necessário para desafogar o trânsito da região. Serão 7,7 mil vagas para estacionamento e previsão de 17 mil visitantes por dia.

No dia 15, a Justiça proibiu, em caráter liminar (provisório), que o shopping abrisse as portas em abril. Caso houvesse desobediência, o shopping teria de pagar multa diária de R$ 500 mil. Dias depois, a construtora WTorre entrou com recurso, mas não conseguiu reverter a decisão. O futuro do novo shopping vai ser decidido novamente dia 19.

No entendimento do desembargador Vicente de Abreu Amadei, relator da 1º Câmara de Direito Público do TJ, os construtores não concluíram obras exigidas pelo município para amenizar o impacto viário que o novo empreendimento irá causar à região. São quatro as intervenções viárias exigidas: a construção de um viaduto a partir da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a implementação de um quarta faixa de tráfego em um trecho da Marginal do Pinheiros, o prolongamento da ciclovia que margeia o rio e a construção de uma passarela para interligar a faixa exclusiva para bicicletas ao Parque do Povo. Segundo o shopping, faltam apenas 200 metros para a ciclovia ser totalmente concluída. As demais obras ainda estão em fase de projeto. O custo estimado é de R$ 42 milhões.

Pela decisão de Amadei, o shopping só poderia abrir após a execução total do projeto. E, caso a Prefeitura permitisse o funcionamento sem essas exigências, também seria submetida ao pagamento de multa de R$ 20 mil por dia. O pedido para impedir a abertura do empreendimento partiu da promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público.

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