Justiça condena mais sete advogados que trabalhavam para o PCC

Denúncia decorreu de investigações que ficaram conhecidas como 'Operação Ethos'; outros advogados também já foram condenados pelo mesmo crime

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2017 | 15h45

Sete advogados acusados de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) foram condenados com penas de 5 a 11 anos de reclusão por integrar uma rede que atuava em favor da organização criminosa. Eles prestavam assistência a familiares e a detentos. Todas as penas são em regime inicial fechado.

A condenação é do juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara de Presidente Venceslau. No dia 22, outros sete advogados já haviam sido condenados por Medeiros com penas que variavam de oito a 17 anos de prisão. Entre os condenados, estavam quatro homens e três mulheres. Há um mês, o mesmo juiz também condenou seis advogadas por envolvimento com a organização criminosa.

Na decisão, publicada neste sábado, 2, o magistrado argumenta que ficou caracterizado o envolvimento dos réus com a facção. Cabe recurso da decisão.

"O que se tem no caso em julgamento, longe está de ser uma relação entre cliente e advogado, e sim uma relação entre advogados e organização criminosa, ficando aqueles à disposição desta. Se é verdade que não precisa o profissional liberal, dentre eles advogados, saber da origem do dinheiro que lhe remunera, por outro lado mostra-se notório que não possui a facção origem lícita de recursos e não se mostra crível aceitar a tese de que os réus, no presente caso, não sabiam desta fonte promíscua de recursos financeiros da organização por eles integrada", escreveu.

A denúncia decorreu de investigações que ficaram conhecidas como “Operação Ethos”.

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