Justiça condena ex-PM a 24 anos por morte de adolescente no interior

Garoto foi baleado na cabeça durante confusão em uma boate de Ribeirão Preto; defesa considerou pena excessiva e vai recorrer

Rene Moreira, Especial para O Estado

10 Setembro 2014 | 10h49

FRANCA - Em julgamento que atravessou o dia e terminou somente na noite desta terça-feira, 9, o ex-policial militar Allan Carlos Oliveira Nogueira, de 33 anos, foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de Edmar Lopes Júnior, de 15 anos, durante confusão em uma boate de Ribeirão Preto há quatro anos.

O condenado está preso desde a ocasião e deve agora ser transferido do Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, para o Presídio de Tremembé, no interior. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado - o advogado de defesa, Paulo Galhardo, já adiantou que ingressará com recurso no Tribunal Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), na tentativa de reverter a decisão.

O ex-policial foi considerado culpado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela juíza Maria Isabel Cristina dos Santos. O réu, que estava atuando como segurança na boate, alega que atirou em legítima defesa, porque estaria no meio de uma briga. Também não teria disparado para o alto e sem a intenção de acertar o adolescente que morreu alvejado com um tiro na cabeça.

Frieza. A tese de tiro acidental, porém, não convenceu, e a condenação foi de 24 anos de detenção em regime fechado. Para o promotor Marcos Túlio Nicolino, o ex-policial teve a intenção de matar e não ofereceu condições de defesa à vítima.

Na sentença, a juíza considerou que o réu agiu com "frieza emocional e insensibilidade ao disparar para o alto contra pessoas aglomeradas e atingir um adolescente com um tiro no nariz".

Familiares da vítima acompanharam o julgamento e se disseram aliviadas com a pena, considerada exagerada pela defesa.

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