Justiça condena dois por matar delegado durante rebelião

Em motim de maio de 2006, detendos do presídio de Jaboticabal queimaram negociador vivo

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

28 de agosto de 2009 | 11h44

Dois dos sete detentos acusados da morte do delegado Adelson Taroco, em maio de 2006, no presídio do município paulista de Jaboticabal, foram condenados na noite desta quinta-feira, 27, após três dias de julgamento, informou a rádio CBN.

 

Wanderson Carlos da Silva Rigler foi condenado a 16 anos de reclusão e um ano de detenção; e Helton Wander Cruz Ferreira, a 19 anos de reclusão e dois anos de detenção pelo homicídio de Taroco. Os outros cinco foram absolvidos do crime de homicídio, mas pegaram cinco anos de reclusão por motim, incêndio e danos ao patrimônio público.

 

Taroco, na época com 39 anos, foi morto durante um motim na cadeia de Jaboticabal, onde era diretor. No dia 14 de maio, Taroco entrou na ala dos presos rebelados em Jaboticabal para negociar, mas foi dominado pelos detentos e enrolado em um colchão. Em seguida, os presos atearam fogo. O delegado teve 80% do corpo queimado e morreu 20 dias depois no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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