Justiça condena acusado de mandar matar herdeiro do Hospital 9 de Julho

João Carlos Ganme foi morto com 37 facadas em seu escritório, na Rua Augusta, em outubro de 1999

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2012 | 19h59

SÃO PAULO - O 1º Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira, 19, a 19 anos de prisão o advogado Wagner Meira Alves, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário João Carlos Ganme, um dos herdeiros do Hospital 9 de Julho, no centro de São Paulo. Ganme foi morto com 37 facadas em seu escritório, na Rua Augusta, em outubro de 1999. Outros quatro acusados de participação no crime já foram condenados. Cabe recurso da decisão judicial. "Ficou claro que João Carlos foi morto porque atrapalhou os negócios de Alves ligados ao tráfico de drogas", afirmou o criminalista Alberto Zacharias Toron, que foi assistente de acusação no caso.

Toron lembrou aos jurados que o réu já foi condenado em outro processo a 8 anos de prisão por tráfico de drogas depois de ser investigado pela Polícia Federal. Para matar o empresário, os assassinos simularam um roubo. O julgamento do acusado durou dois dias. O advogado alegou inocência. O juiz Marcelo Oliveira autorizou que ele aguarde o julgamento de seu recurso em liberdade. Os jurados entenderam que ele cometeu um homicídio triplamente qualificado, isso porque o motivo do crime seria torpe, o meio empregado seria cruel e porque os criminosos não deram chance de defesa à vítimas, que foi amarrada antes de ser esfaqueada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.