Justiça autoriza exumação de mulher morta pelo namorado em Higienópolis

A secretária executiva Hiromi Sato, de 57 anos, foi morta pelo advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74, após uma briga motivada por ciúmes em 20 de abril. Gadelha confessou o crime

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2013 | 09h08

SÃO PAULO - A Justiça autorizou a exumação do corpo da secretária executiva Hiromi Sato, de 57 anos, morta pelo namorado, o advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, no apartamento do casal em Higienópolis, região central de São Paulo, em 20 de abril. O pedido foi feito pela promotora Solange Azevedo Beretta da Silveira, que classificou o exame feito por peritos do Instituto de Criminalística como "omisso, obscuro e contraditório".

Ao analisar o pedido, o juiz Alberto Anderson Filho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, concordou com a promotora. "O laudo é pobre de detalhes e as conclusões a que chega o perito são tênues e precárias, insuficientes para a boa elucidação dos fatos", escreveu o juiz em sua decisão. A promotora afirma que o perito deixou de analisar alguns que podem esclarecer o horário e a causa da morte. Solange diz que o perito ignorou "vários sinais indicativos de asfixia".

A promotora também pediu que a Justiça determine a realização de uma reconstituição do crime. Hiromi e Gadelha discutiram no fim da tarde do dia 20 de abril, um sábado, porque a vítima teria encontrado um ex-namorado. O advogado confessou que bateu na mulher e que chegou a utilizar um cinto. Depois, asfixiou Hiromi. Gadelha afirma que dormiu com a vítima e que, na manhã seguinte, ela chegou a interagir com ele, ao não aceitar a comida que ele oferecia.

A polícia só foi avisada no fim da noite de domingo, quando uma filha de Gadelha chegou ao apartamento. O Ministério Público denunciou o acusado por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, "efetuando manobras asfixiantes e desferindo, violentamente, diversos golpes contra a companheira que culminaram na morte dela", segundo o texto.

Gadelha está cumprindo prisão domiciliar em uma clínica terapêutica desde 29 de abril.

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