Justiça arquiva inquérito de acidente com helicóptero de Marrone

Decisão atende pedido do promotor criminal Fábio Luiz Miskulin; investigações não comprovaram se o cantor estava pilotando o aparelho no momento da queda

Chico Siqueira, Especial para o Estado

18 de abril de 2013 | 14h47

ARAÇATUBA - O juiz substituto da 4ª Vara Criminal de São José do Rio Preto, Luiz Gonçalves da Cunha Júnior, determinou o arquivamento do inquérito que apurava as responsabilidades pela queda do helicóptero do cantor Marrone, da dupla sertaneja Bruno & Marrone. O aparelho caiu no dia 2 de maio de 2011, na área do Recinto de Exposições Agropecuárias de Rio Preto, e havia a suspeita de que Marrone estivesse no comando do helicóptero, mesmo sem possuir curso completo para isso.

A decisão da Justiça atende pedido feito pelo promotor criminal Fábio Luiz Miskulin, que pediu o arquivamento após pedir diversas diligências e não comprovar que o cantor estivesse pilotando o aparelho no momento do acidente. Além disso, como nenhuma das testemunhas representou contra o cantor e os laudos da Aeronáutica sobre o acidente também não foram concluídos até hoje, o Ministério Público ficou impossibilitado de dar prosseguimento ao caso.

O cantor, seu primo e assessor, Jardel Alves Barbosa, e o piloto Almir Carlos Bezerra, viajavam de Curitiba (PR) para São Paulo, onde o cantor se apresentara na noite anterior. O grupo pousou em Rio Preto para reabastecimento do aparelho. Entretanto, minutos depois de levantar voo do aeroporto Manoel Eribelto Reino, o helicóptero apresentou pane e após tentativa de um pouso forçado, acabou caindo no recinto, a 500 metros do aeroporto.

Na ocasião, Almir Bezerra disse aos Bombeiros que estava pilotando o aparelho, embora se comprovasse, dias depois, que Marrone era quem estava na poltrona direita, reservada ao comandante. Bezerra teve uma das pernas decepadas enquanto Barbosa ficou internado por vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB). Marrone sofreu ferimentos leves.

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