Justiça arquiva caso de meninas apedrejadas em Salto, no interior de SP

Em 2009, duas jovens voltavam de baile quando sofreram violência sexual e foram mortas com pedradas

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2011 | 17h16

SOROCABA - A juíza Beatriz de Almeida Prado Costa, do Fórum de Salto, região de Sorocaba, arquivou por falta de provas o inquérito que apurava a morte por apedrejamento de duas adolescentes na cidade. O crime, que nesta terça-feira, 31, completou dois anos, pode ir para o rol de homicídios não esclarecidos pela polícia.

 

As amigas Tamires Alves Vicente, de 15 anos, e Daniela de Souza Pereira, de 16, voltavam de um baile de madrugada quando foram atacadas no loteamento Salto Ville. Elas sofreram violência sexual e foram atingidas por pedradas no rosto e na cabeça.

 

Os corpos foram encontrados nus e as roupas estavam espalhadas entre as pedras. A polícia chegou a deter suspeitos, entre eles dois rapazes que teriam abordado as garotas na saída do baile. Todos negaram participação no crime e não havia prova que os incriminasse.

 

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba passou a colaborar com a Polícia Civil de Salto, sem êxito. Uma possível testemunha do crime que ligou para a polícia de um telefone público para informar o local onde estavam os corpos nunca foi encontrada. Familiares das vítimas querem que as investigações sejam retomadas. A Polícia Civil informou que o caso não está encerrado.

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