DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Justiça adia julgamento de ex-PM acusado de chacina na Pavilhão 9

Testemunhas arroladas para o caso faltaram na audiência, remarcada para o dia 25 de março

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2019 | 14h08

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo adiou o júri popular que julgaria o ex-policial militar Rodney Dias dos Santos, acusado de participar da chacina da torcida Pavilhão 9, do Corinthians, que terminou com oito pessoas executadas a tiros em 2015. A audiência estava marcada para esta quarta-feira, 23. Segundo o Tribunal de Justiça, uma série de testemunhas faltaram à sessão, o que causou o aditamento. O julgamento foi remarcado para o dia 25 de março, uma segunda-feira.

A chacina ocorreu em março daquele ano, à noite, durante um churrasco na quadra da Pavilhão, na Ponte dos Remédios, zona norte de São Paulo, que antecedia uma partida entre Corinthians e Palmeiras. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Santos e mais duas pessoas renderam todos os presentes na festa porque buscava Fábio Neves Domingos, o "Dumemo", de 34 anos.

Dumemo e Santos, ainda segundo o MPE, eram traficantes de droga que atuavam na região do Ceagesp, e estavam disputando espaço. O ex-PM, na época ainda policial, teria ido à quadra para assassinar o rival. Os demais mortos teriam sido asssissinados para não revelar os autores dos crimes. 

 Seis testemunhas estavam convocadas para o julgamento. Quatro eram da defesa de Santos. 

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Santos. 

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