Justiça aceita pedido de liberdade de Roberto Cabrini

Jornalista havia sido preso na última terça-feira com cocaína dentro do seu carro, na zona sul de São Paulo

Do estadao.com.br,

17 de abril de 2008 | 20h33

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou no início da noite desta quinta-feira, 17, o pedido de relaxamento de prisão do jornalista Francisco Roberto Cabrini. Ele havia sido preso em flagrante por tráfico de drogas na última terça-feira, em uma favela na zona sul de São Paulo.   Com a expedição do alvará de soltura, a ser encaminhado para o 13º Distrito Policial, na Casa Verde, onde está detido, Cabrini deverá ser libertado ainda nesta noite. O pedido de liberdade havia sido feito na quarta-feira pelo advogado do repórter da TV Record, Alberto Zacharias Toron.   Segundo decisão da juíza Maria Fernanda Belli, não haviam "quaisquer hipóteses que determinam a decretação da prisão preventiva" do jornalista. Ainda de acordo com o texto, "não há nenhuma circunstância que ao menos indique" que a liberdade do repórter "colocará em risco a ordem pública, a instrução criminal e a eventual aplicação da pena".   Cabrini foi preso por duas equipes do 100º Distrito Policial, no Jardim Herculano, ao sair com seu carro de uma favela da região. Ele estava acompanhado de Nadir Domingos Dias, de 49 anos, conhecida como Nádia. A mulher afirma ser amante do jornalista. No porta-objetos do carro foram encontrados 15 papelotes de cocaína, 4 deles vazios - a droga foi anexada ao inquérito como prova material do flagrante.   No depoimento à polícia, Cabrini disse desconhecer a origem da droga ou ser o dono dela. E afirmou ao delegado do caso, Ulisses Augusto Pascolati, que Nádia era uma de suas principais fontes com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que marcara o encontro na favela porque ela lhe prometera três DVDs - um com imagens de maus-tratos em presídios e dois com depoimentos de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.