Justiça aceita denúncia e decreta prisão de policiais do Denarc

Eles são acusados de cobrar propina de traficantes de Campinas para permitir a venda de drogas

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2013 | 15h52

CAMPINAS - A Justiça aceitou denúncia contra 23 pessoas, entre elas policiais civis do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), acusadas de cobrarem propina de traficantes de Campinas, no interior de São Paulo, para permitir a venda de drogas.

O juiz da 6ª Vara Criminal de Campinas, José Guilherme Di Rienzo Marrey, acatou os pedidos de prisão preventiva de 21 dos acusados denunciados pelo Ministério Público. Pelo menos 11 são policiais e quatro já haviam sido libertados. A maioria já estava detida.

Não foram decretadas as prisões do ex-diretor de Inteligência do Denarc Clemente Calvo Castilhone, suspeito de vazamento de informações da investigação, e do delegado Fábio Alcântara - ambos foram detidos temporariamente no dia 15 de julho, quando foi deflagrada a operação.

Os denunciados foram enquadrados em crimes como formação de quadrilha, extorsão mediante sequestro, roubo, falsidade ideológica, tortura e associação ao tráfico. Segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os alvos das propinas eram traficantes de Campinas, liderados pelo sequestrador Andinho, que está preso. Ele está entre os denunciados.

Entre janeiro e maio deste ano, o grupo de policiais e pessoas que se passavam por policiais teria extorquido, roubado, torturado, ameaçado de morte e sequestrado traficantes e familiares do grupo, em Campinas, para receber R$ 300 mil.

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