Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Justiça aceita denúncia do MP e ativistas presos em SP viram réus

Rafael Lusvarghi e Fábio Hideki Harano são acusados de coordenar ações violentas durante as manifestações contra a Copa do Mundo

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 10h23

Atualizado às 10h35

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo aceitou nesta segunda-feira, 21, a denúncia do Ministério Público contra o professor Rafael Lusvarghi e o técnico laboratorial Fábio Hideki Harano, presos desde junho por suspeita de coordenar ações violentas durante as manifestações contra a Copa do Mundo. A defesa nega as acusações, mas ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial.

A denúncia foi recebida pelo juiz Marcelo Matias Pereira, do Foro Criminal da Barra Funda. Lusvarghi e Harano vão responder por incitação ao crime, associação criminosa, resistência, desobediência e porte de arma de fogo de uso restrito.

Com o estudante, segundo a polícia, foram apreendidos uma máscara de gás e "artefatos incendiários". De acordo com policiais que testemunharam na denúncia, Lusvarghi foi visto depredando uma banca de jornal e, quando perseguido, teria tentado dispersar um coquetel molotov.

O processo ainda aponta que a dupla já era investigada por terem sido filmados e fotografados "coordenando as manifestações" e que Harano "estava dando voz de comando para os demais envolvidos iniciarem os atos de vandalismo e arruaça". O técnico teve pedido de habeas corpus rejeitado pela Justiça também na segunda-feira.

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