Justiça aceita ação e sequestra bens de família

A Justiça aceitou a ação contra o fiscal Amilcar José Cançado Lemos, apontado como criador do esquema de propina que funcionou entre 2005 e 2012 na Prefeitura, que pode ter desviado até R$ 500 milhões. É o primeiro caso da quadrilha do ISS a ser analisado pela Justiça. Os bens de Lemos já estavam sequestrados pela Justiça, a pedido do promotor de Justiça César Dario Mariano.

Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2013 | 02h03

O promotor incluiu na ação a mulher e uma das filhas de Lemos que, segundo as investigações, não só sabiam das atividades ilegais do auditor como também o auxiliavam. Elas também eram sócias de Lemos em uma empresa aberta, segundo o MPE, para auxiliar a receber e desviar o dinheiro público.

Improbidade. A ação contra Lemos é por improbidade administrativa. O MPE afirma ter recolhido provas de que Lemos levava vida que não condizia com seu salário. De acordo com a ação proposta pela Promotoria, o patrimônio dele corresponde a 125 vezes sua remuneração mensal. E o levantamento não contabiliza os imóveis que já foram vendidos. Há a suspeita de que o dinheiro pode ter sido usado para comprar outros bens ou ter sido depositado em conta bancária ou da administradora de bens Alicam. A empresa dele também é alvo da ação.

Os advogados de Lemos e de sua família não foram localizados ontem para comentar a acusação.

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