Justiça absolve acusados de extorquir padre Júlio

Pessoas próximas ao religioso disseram que ele não se pronunciar sobre a decisão

da Redação, estadao.com.br

09 de junho de 2008 | 17h29

O juiz da 31ª Vara Criminal de São Paulo, Júlio Caio Forte Salles, absolveu  as quatro pessoas acusadas de extorquir o padre Júlio Lancellotti. O Ministério Público acusava o ex-interno da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eletério, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães de se associarem em quadrilha com a finalidade de extorquir o padre. Pessoas próximas ao padre disseram que ele não vai falar. A expectativa é de que seu advogado, Luiz Eduardo Greenhalgh, se pronuncie.   Lancellotti, da Pastoral do Menor e conhecido por ser um dos principais defensores dos direitos humanos em São Paulo, fez uma denúncia a polícia de que vinha sendo extorquido, em agosto do anos passado. Segundo investigação da Polícia Civil, em três anos, os acusados já haviam retirado do padre cerca de R$ 50 mil. Depois, em depoimento a polícia, Lancellotti diz ter sido extorquido em R$ 80 mil.   Segundo a polícia, o grupo dizia que denunciaria Lancellotti por abuso sexual de menores e o ameaçava, caso não desse o dinheiro. Em setembro, Everson Guimarães, de 26 anos, foi preso em flagrante após receber R$ 2 mil do religioso. Em outubro, a polícia deteve, depois de um mandado de prisão preventiva, Anderson Marcos Batista, Conceição Eleutério e Evandro Guimarães.   Anderson afirmou em depoimento que o padre havia dado, espontaneamente, entre R$ 600 e R$ 700 mil, em troca de manter relações sexuais, quando ainda era menor. Uma testemunha afirma ter visto Lancellotti praticando atos libidinosos com um rapaz. A partir daí, o padre passa a ser investigado pela polícia sobre o suposto abuso. Em depoimento, uma testemunha que afirmou ter tido relações sexuais com o padre se contradisse e voltou atrás na acusação.   O Ministério Público Estadual, então, envia um documento ao juiz Caio Salles, em fevereiro deste ano, dizendo que o padre foi vítima de extorsão, assim como afirmava o inquérito policial.   Aguarde mais informações.

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