Júri popular condena motorista embriagado que atropelou e matou moça

Jurados entenderam que homicídio foi praticado com dolo eventual, ou seja, o réu assumiu o risco de matar; é a primeira condenação do júri popular na cidade por crime de trânsito

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

01 de dezembro de 2015 | 20h04

SOROCABA - O Tribunal do Júri condenou a seis anos de prisão o motorista Rafael Penha Guazelli, de 32 anos, acusado de atropelar e matar a promotora de eventos Fabiana Cardoso Guimarães, de 28 anos, em 2006, em Sorocaba, interior de São Paulo. Exames mostraram que ele dirigia embriagado, por isso a Justiça entendeu que o homicídio foi praticado com dolo eventual, ou seja, o réu assumiu o risco de matar. É a primeira condenação do júri popular na cidade por crime de trânsito.

O julgamento durou dez horas e a sentença foi lida no final da tarde desta terça-feira, 1. Guazelli foi condenado ainda à perda da carteira de habilitação por um ano e ao pagamento de dois salários mínimos à Justiça. A defesa vai entrar com recurso e, até o julgamento, ele permanecerá em liberdade.

Fabiana saía de um bar, na região central de Sorocaba, acompanhada dos irmãos e de um cunhado, em dezembro de 2006. Ao atravessar a rua, foi atingida pelo carro dirigido por Guazelli e acabou morrendo. De acordo com testemunhas, ele fugiu do local do acidente, mas retornou depois. O motorista foi detido pela Polícia Militar ao aparentar embriaguez, mas foi solto após pagar fiança.

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