André Lessa/AE
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Júri do pagodeiro acusado de matar a ex-mulher é adiado para setembro

Julgamento, que aconteceria nesta quarta-feira, 8, foi postergado por causa da inclusão de novas provas no processo por parte da defesa; crime aconteceu em novembro de 2008, em Guarulhos

Mônica Reolom - O Estado de S. Paulo - Atualizado às 15h18, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2013 | 14h42

GUARULHOS - O julgamento do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de assassinar a ex-mulher em novembro de 2008 e de tentar matar o filho, foi adiado para o dia 11 de setembro, às 10h. O júri estava previsto para acontecer nesta quarta, 8, às 13h, no Fórum Central de Guarulhos, mas foi postergado por causa da inclusão de novas provas por parte da defesa no processo.

O promotor Rodrigo Merli Antunes pediu a anulação das provas, mas, como a defesa alegou que elas eram "cabais" para o caso, o magistrado Paulo Eduardo de Almeida Chaves Marsiglia optou pelo adiamento. A medida é um meio de evitar que advogado do réu peça a anulação da sentença por "cerceamento à defesa", informou  a assessoria do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

As provas foram incorporadas por Ademar Gomes aos autos na quinta-feira, 2, mas a promotoria alegou que só tomou conhecimento do novo conteúdo nessa segunda-feira, 6 - Merli, que acusou Gomes de "má-fé", argumentou que o material tinha sido apresentado fora do prazo legal de três dias úteis, considerando a data em que a parte contrária toma conhecimento do mesmo. Segundo o promotor, entre os elementos adicionados ao processo estão "pareceres psicológicos" da vítima, para demonstrar que ela tinha um perfil suicida, além de 15 DVDs e dois celulares com mensagens armazenadas, cujo conteúdo não foi informado.

Quando o julgamento foi cancelado, o filho do pagodeiro, Lucas, que à época do crime tinha apenas 6 anos, já estava no fórum, e seria o primeiro a depor. Sua versão é uma das mais esperados do caso.

Entenda. Evandro Gomes Correia Filho é acusado de matar a ex-mulher, a operadora de caixa Andréia Cristina Nóbrega Bezerra, e de tentar matar o filho dos dois. No dia 18 de novembro de 2008, mãe e filho caíram do 3º andar do prédio onde moravam em Guarulhos, na Grande São Paulo. O garoto parou sobre uma marquise, quebrou o maxilar e sobreviveu; Andréia caiu na calçada em frente ao edifício e morreu.

A polícia afirma que Andréia jogou o filho pela janela e se atirou em seguida para tentar preservar a integridade física dos dois, após serem ameaçados por Evandro.

Aproveitando-se da lei eleitoral, que impede a prisão de procurados cinco dias antes da eleição e até 48 horas depois, o pagodeiro concedeu entrevista no escritório de seu advogado em outubro de 2010 e causou revolta no Judiciário e no Ministério Público. De peruca, barba e bigode postiços, o músico negou ter matado a ex-mulher. Desde então, ele permanece foragido. O promotor Rodrigo Merli Antunes é o mesmo do julgamento de Mércia Nakashima, que ocorreu em março.

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