Júri do Carandiru é retomado com testemunhas de defesa

Quinze policiais militares são julgados por mortes de oito detentos em outubro de 1992

Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2014 | 11h22

Foi retomado às 11h15 desta terça-feira, 18, a terceira etapa do julgamento do massacre do Carandiru. Serão ouvidas duas testemunhas de defesa antes do intervalo para almoço. Segundo o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, a expectativa é de que o interrogatorio dos réus comece ainda hoje.  Ao todo, 15 policiais militares do Centro de Operações Especiais (COE) são julgados pela morte de oito detentos que ficavam no 4°pavimento (3°andar).

A primeira testemunha da defesa que será ouvida é o ex secretário de Seguranca Pública Pedro Franco de Campos. O segundo depoimento será do agente de disciplina do Pavilhão 9, Francisco Carlos de Leme. É a primeira vez que Leme será ouvido no caso do Carandiru. A expectativa é que o julgamento dure uma semana.

Massacre. A tragédia no Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante uma operação policial destinada a reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do presídio.

Por envolver grande número de réus e de vítimas, o julgamento foi desmembrado em quatro etapas, de acordo com o que aconteceu em cada um dos quatro andares. Na primeira etapa do julgamento, em abril de 2013, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão cada um pela morte de 13 detentos. Na segunda etapa, em agosto, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão cada um pela morte de 52 detentos que ocupavam o terceiro pavimento do Pavilhão 9.

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