Júri dá pena de 140 anos de prisão a homem que matou família

Um dos jurados desmaiou quando era transmitido um vídeo feito na cena da chacina, que chocou Batatais

Brás Henrique, Estadão

05 de outubro de 2007 | 12h25

O Tribunal do Júri de Batatais, na região de Ribeirão Preto, confirmou anteontem (04) a condenação do pintor de paredes Carlos Fabiano Faccion a cerca de 140 anos de prisão. Ele participou da chacina da própria família em 2002, ao lado da então namorada Edna Emília Milani e de um adolescente de 13 anos (já em liberdade após apreensão de três anos).  Eles usaram facas e golpes de barra de ferro para matar cinco pessoas da família Faccion. Carlos voltou a ser julgado após recurso de protesto em relação à pena imposta pela morte de Thalia Faccion, de 3 anos, que excedeu os 20 anos de prisão. Edna, condenada a 132 anos de prisão, também terá um novo julgamento pelo mesmo motivo, em 22 de novembro. No novo julgamento de Carlos Faccion, um dos jurados desmaiou quando foram exibidas as imagens, em vídeo, da cena do crime. A sessão foi interrompida por cerca de dez minutos e retomado em seguida. A confirmação da condenação foi unânime. A defesa ainda deverá recorrer da decisão. Faccion volta ao presídio de Balbinos para cumprir sua pena. O trio chacinou Carlos Roberto (pai do pintor), Maria Aparecida (mãe), as irmãs Elaine (que estava grávida) e Lucas e a sobrinha Thalia, enquanto eles dormiam. O motivo do crime: a família de Faccion não concordava com o romance dele com Edna, que tinha passagens por tráfico de drogas.

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