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Júri condena homem por estuprar e matar a golpes de bastão jovem na Mooca

O gerente de bar Willy Gorayeb Liger foi condenado a 30 anos de prisão pelos crimes cometidos contra Debora Soriano de Melo, de 23 anos; o caso aconteceu em 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 15h29

SÃO PAULO - O Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira, 9, o gerente de bar Willy Gorayeb Liger a 30 anos de prisão por estuprar e assassinar com golpes de bastão Debora Soriano de Melo, de 23 anos. O crime aconteceu em um bar da Mooca, zona leste de São Paulo, em dezembro de 2016.

Formado por quatro homens e três mulheres, o Conselho de Sentença considerou Liger culpado por feminicídio qualificado e estupro. Para os jurados, ele assassinou a jovem para tentar escapar da punição pelo crime sexual praticado anteriormente. 

Na sentença, o juiz Luis Gustavo Esteves Ferreira, da 1ª Vara do Júri da Capital, afirmou que o crime “foi cometido pelo acusado com brutalidade incomum, incompatível com o mais elementar sentimento de piedade humana”. 

Réu confesso, Liger respondeu preso ao processo e também vai cumprir a pena inicialmente em regime fechado, segundo a decisão. Ele pode recorrer da condenação.

De acordo com o processo, Liger e outros dois jovens foram a uma casa noturna na noite do dia 13 de dezembro de 2016, para comemorar um aniversário. Lá conheceram duas moças.

Por volta das 7 horas da manhã, o grupo foi até o bar em que o condenado era o gerente. Os jovens ficaram por cerca de duas horas no local, quando os outros dois rapazes e uma das moças foram embora.

O crime teria ocorrido após o casal ficar a sós, com as portas do estabelecimento fechadas. Após estuprar e matar a vítima, Liger fugiu e foi preso dias depois na Bahia.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ele assumiu ter matado a jovem mas alegou lapso de memória quanto ao crime de estupro.

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