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Jurado do Masterchef agradece a Haddad por divulgar foie gras

'Muito obrigado, prefeito, nunca o foie gras foi tão conhecido no Brasil', disse o chef francês Erick Jacquin, proprietário do Tartar&Co

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

15 Julho 2015 | 21h53

"Eu agradeço ao prefeito (Fernando) Haddad. Muito obrigado, prefeito, nunca o foie gras foi tão conhecido no Brasil. Você é dez!" Foi com essas palavras que o chef francês Erick Jacquin, um dos jurados do Masterchef, reality show da Band, reagiu à notícia de que uma decisão judicial havia suspendido a proibição do foie gras, o fígado gordo de pato ou ganso, em São Paulo. Conhecido pelo jeito sincero e, por vezes, até ácido, Jacquin é um convicto defensor do comércio e da produção da iguaria.

Segundo Jacquin, proprietário do Tartar&Co, a lei que proíbe o foie gras serviu de propaganda em favor dos restaurantes que oferecem a iguaria no cardápio. "Na realidade, as pessoas que gostam, que produzem, que vendem e que fazem o foie gras devem agradecer ao prefeito. A gente nunca falou tanto do foie gras, nunca foi tão procurado e nunca foi tão vendido. Muita gente descobriu o foie gras graças ao prefeito", disse. 

O projeto de lei que proíbe o foie gras, de autoria do vereador Laércio Benko (PHS), foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal em 2013, dando início a uma longa polêmica entre defensores dos direitos dos animais e admiradores da culinária francesa. No mês passado, a norma foi sancionada por Haddad, que se disse sensibilizado pela causa ambiental do projeto. O argumento é que as aves sofrem maus-tratos por serem submetidas a uma dieta forçada.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no entanto, decidiu suspender temporariamente a lei, por considerar que ela fere a Constituição e aumentaria as despesas públicas que não estavam previstas. Para Jacquin, a decisão é de se comemorar. "Eu acho que a proibição é absurda. O prefeito tem muitas outras coisas para fazer do que cuidar dos patos. Vamos cuidar das ruas sem energia, dos buracos, da segurança, da educação, da escola, da saúde. O resto não tem importância nenhuma, cada um pode pensar de uma forma diferente", disse.

Mas não foi só o prefeito que entrou na mira do chef. "O foie gras faz parte da minha cultura, eu não inventei nada. Faz 2 mil anos que existe. Eu fui criado com isso, está dentro de mim - é uma religião, quase. Tem gente, por exemplo, que faz sacrifício de animais dentro da religião", afirmou, sem citar nomes, mas fazendo referência a Laércio Benko, autointitulado "primeiro vereador umbandista da Câmara".

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