Jungmann acusa Renan de 'se omitir' sobre tragédia com avião

Deputado pede convocação de comissão do Congresso para pedir explicações a chefes do comando aéreo

Rosa Costa e Neri Vitor Eich, do Estadão,

19 de julho de 2007 | 21h24

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) afirmou nesta quinta-feira, 19, que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), "se omitiu" em relação à crise aérea ao não convocar a Comissão Representativa do Congresso para discutir o acidente com o Airbus da TAM no Aeroporto de Congonhas.  Veja também: Lista completa dos mortos Quem são as vítimas do vôo 3054 As histórias das vítimas da tragédia O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas? Os acidentes mais graves da aviação brasileira Cronologia da crise aérea Conheça o Airbus A320 A repercussão da tragédia no mundo Assista a vídeos feitos no local do acidente Na última quarta-feira, Jungmann entrou com requerimento na comissão para que fossem convocados a explicar a crise aérea os presidentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, e da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. A Comissão Representativa tem 17 deputados e 8 senadores e só pode funcionar se Renan fizer a convocação. O recesso parlamentar, que começou na última terça, termina dia 31.No gabinete de Renan, a informação é de que o presidente do Senado está viajando com a família e não informa para onde foi. Jungmann, em nota distribuída pelo PPS, lembra que, na última quarta-feira, "chegou a circular a informação de que havia uma autorização para que as reuniões (da Comissão Representativa) se realizassem", mas diz que "tal autorização de nada adiantaria", porque seria necessário que Renan fizesse uma convocação direta."Essa não veio. E já nos foi avisado que não virá", diz Jungmann, na nota, afirmando que Renan fez uma "opção pela inércia" do Congresso. Nesta sexta-feira, CPI da Câmara que investiga a crise do setor aéreo se reúne a partir das 11 horas e deverá votar a convocação de autoridades da aviação para prestarem depoimento sobre o desastre com o avião da TAM, em que morreram mais de 190 pessoas. Reação à tragédiaA notícia da tragédia chegou ao Planalto por volta das 19h30 de terça. "Meu Deus do céu, que tragédia! Como pode?", reagiu Lula. A informação foi dada pelo brigadeiro Joseli Camelo, assessor da Presidência para assuntos de Aeronáutica. "Nossa informação é de que todos morreram."No maior acidente da história da aviação brasileira, um Airbus A320 da TAM vindo de Porto Alegre derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, atravessou a Avenida Washington Luís e se chocou com um prédio e com um posto de gasolina, causando explosão e incêndio. Cerca 190 pessoas morreram, entre passageiros, tripulantes e funcionários do prédio.

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