Tiago Queiroz/Estadão
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Jundiaí suspende por mais dez anos construções na Serra do Japi

A medida impede que sejam expedidas autorizações para a construção de casas, indústrias e instalações rurais em toda a extensão da serra no município

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2017 | 17h33

SOROCABA – Um projeto de lei aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, nesta terça-feira, 10, suspende por mais dez anos as construções na Área de Gestão da Serra do Japi, em Jundiaí, interior de São Paulo. A medida impede que sejam expedidas autorizações para a construção de casas, indústrias e instalações rurais em toda a extensão da serra no município. As atividades turísticas não sofreram embargo.

O projeto deve ser sancionado pelo prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB). O “congelamento” da urbanização na serra já havia sido aprovado em 2012, por meio de de lei complementar. De acordo com o presidente da Câmara, Gustavo Martinelli, (PSDB), o objetivo é evitar a especulação imobiliária que vinha ameaçando esse patrimônio natural.

A Serra do Japi forma uma cadeia de montes entre quatro municípios no sudeste paulista: Jundiaí, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar e Cabreúva. São 354 quilômetros quadrados com remanescentes de mata atlântica, ecossistema raro no interior, além de matas secundárias. A porção maior – 200 km² – está em Jundiaí. O ponto culminante da serra atinge 1.260 metros de altitude.

A reserva é considerada também uma das últimas grandes áreas contínuas de mata natural no interior de São Paulo. Por sua biodiversidade e riqueza hídrica, foi tombada em 1993 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). O tombamento garante a proteção da serra nos outros municípios.

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