Julgamento sobre morte de diretor é suspenso em SP

Ex-advogado de um dos detentos foi flagrado, no intervalo do julgamento, tentado passar um telefone celular para seu ex-cliente

Pedro da Rocha, estadão.com.br

22 de outubro de 2010 | 20h02

SÃO PAULO - O julgamento dos três acusados de assassinar o diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP), de Mauá (SP), Wellington Rodrigues Segura, em 2007, a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi suspenso pelo juiz do caso depois que um ex-advogado de um dos detentos foi flagrado, no intervalo do julgamento, tentado passar um telefone celular para seu ex-cliente.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), as testemunhas já tinham sido ouvidas, e quando o intervalo da audiência aconteceu os réus - Denis Humberto Magni, Fábio Aparecido de Almeida e Luciano Pereira - falavam em juízo.

Um agente da carceragem flagrou o exato momento em que o ex-advogado tentava passar o aparelho a um dos envolvidos. Nervoso, o acusado jogou o celular na latrina da cela em que estava e deu a descarga. Um policial foi chamado, e encontrou o objeto dentro da privada. O julgamento foi cancelado para que o promotor de acusação pudesse incluir o telefone como prova no processo. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi chamado para acompanhar o advogado que cometeu a infração, levado até a delegacia e notificado.

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