Julgamento de um dos PMs 'highlanders' é remarcado em São Paulo

Advogado do policial acusado pela morte e decapitação de dois homens não compareceu à sessão; outros dois são julgados

Priscila Trindade, Central de Notícias

17 Março 2011 | 13h54

SÃO PAULO - Um dos três policiais militares acusados de integrar um grupo de extermínio conhecido como "Os Highlanders" não será julgado nesta quinta-feira, 17, no Tribunal do Júri em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo a Justiça de São Paulo, o julgamento de Jonas Santos Bento foi remarcado para novembro porque seu advogado não compareceu a sessão.

 

O júri de Jorge Kazuo Takiguti e João Bernardo da Silva teve início aproximadamente as 10 horas. Até as 13h30, haviam sido ouvidas três testemunhas de acusação e três de defesa. No total, haverá 19 testemunhas, sendo dez de acusação e nove de defesa.

 

Os três são acusados pelas mortes de Roberth Sandro Campos Gomes, de 19 anos, o Maranhão, e Roberto Aparecido Ferreira, de 20, o Bebê. As vítimas teriam sido sequestradas pelos PMs no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, na madrugada de 6 de maio de 2008.

 

As duas vítimas foram abordadas pelos PMs e obrigados a entrar em uma viatura. Depois, as vítimas foram mortas por um instrumento cortante e tiveram as cabeças decepadas para dificultar o reconhecimento. Os corpos foram encontrados em Itapecerica da Serra.

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