Julgamento de Thales Schoedl em São Paulo é adiado

Justiça quer analisar perda de cargo vitalício do ex-promotor; não há previsão de uma nova data

Laura Diniz, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2008 | 18h27

O julgamento do ex-promotor Thales Ferri Schoedl, que matou um jovem e feriu outro em Bertioga, em 2004, foi adiado nesta quarta-feira, 20, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Não há previsão de uma nova data. Os desembargadores entenderam que, como Schoedl foi exonerado do Ministério Público paulista, era melhor examinar com calma esse "fato novo", para não tomar nenhuma decisão precipitada. Veja também:Entenda o caso do promotor Thales Schoedl  A revolta dos familiares dos jovens feridos  Promotor critica a imprensa Todas as notícias sobre o caso   A condição de Schoedl na carreira é importante para o processo criminal porque define se ele tem ou não direito a foro especial. Se continuar promotor, deverá ser julgado pelo TJ. Caso contrário, pelo Tribunal do Júri de Bertioga. O ex-promotor foi exonerado na terça-feira pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella, com base em decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no sentido de não vitaliciá-lo no cargo. O assistente de acusação, Pedro Lazarini Neto, que representa as famílias das vítimas, usa esse fato para argumentar que Schoedl deve ser julgado pelo júri. A defesa do ex-promotor alega que a decisão do CNMP é nula, porque não poderia reformar decisão administrativa do MP-SP.

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