Julgamento de Thales Schoedl desta quarta pode ser cancelado

Acusado de matar um jovem em 2004, promotor foi exonerado do cargo e perde direito a foro especial

da Redação,

20 de agosto de 2008 | 10h27

O julgamento do ex-promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, que matou um jovem e feriu outro em Bertioga, em 2004, está marcado para às 13 horas desta quarta-feira, 20, no Tribunal de Justiça (TJ), mas pode não acontecer. O advogado das famílias das vítimas, Pedro Lazarini Neto, comunicou na terça, oficialmente, a exoneração de Schoedl do Ministério Público ao relator do caso, desembargador Barreto Fonseca, que sinalizou que cancelará o julgamento, já que o ex-promotor perdeu direito ao foro especial.   Veja também: Entenda o caso do promotor Thales Schoedl  A revolta dos familiares dos jovens feridos  Promotor critica a imprensa  Todas as notícias sobre o caso    Na segunda, uma decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) tirou o direito a cargo vitalício do promotor de Justiça. Em junho, o Conselho havia negado o cargo vitalício de Thales, que recorreu da decisão. Na época, ele também foi exonerado do cargo no Ministério Público. Com a decisão desta segunda, Thales perde o direito ao foro privilegiado. Cabe ao Ministério Público de São Paulo editar sua exoneração. Segundo o MP, o órgão aguarda ser informado formalmente sobre a decisão. Mesmo afastado, o promotor continuava recebendo um salário de aproximadamente R$ 10,5 mil.   Thales matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza, também estudante, que na época tinha 20. Segundo o promotor, ele e a namorada estavam saindo de uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, quando um grupo de mais de dez rapazes teria mexido com a moça. Apesar dos vários disparos, Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa.

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