Julgamento de quatro policiais acusados de execução no Campo Limpo é anulado

Um novo júri, segundo acusação e defesa, deve ocorrer somente em agosto do ano que vem. Os réus vão aguardar presos no Romão Gomes

Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2013 | 22h34

A pedido da defesa, o juiz Fernando Oliveira Camargo anulou nesta segunda-feira, dia 16, o julgamento dos quatro policiais militares acusados de participar no dia 10 de novembro do ano passado da execução de Paulo Batista Nascimento, em Campo Limpo, zona sul de São Paulo. As imagens do crime foram gravadas e mostradas no 'Fantástico'. Menos de um mês depois, sete pessoas foram assassinadas em chacina ocorrida na mesma rua onde ocorreu a gravação. Um novo júri, segundo acusação e defesa, deve ocorrer somente em agosto do ano que vem. Os réus vão aguardar presos no Romão Gomes.

O julgamento começou ontem pouco depois das 14h. Quatro testemunhas foram ouvidas. Duas delas estavam protegidas e o plenário precisou ser esvaziado para elas falarem. Um dos protegidos foi o autor da filmagem. Também depuseram dois policiais da corregedoria.

O tenente Rodrigo Elias da Silva, que presidiu as investigações do caso pela corregedoria da PM, foi contundente em apontar a culpa dos policiais na execução. Nascimento morreu com cinco disparos. Um deles, na hora em que ele era colocado no camburão, foi filmado. Outros dois disparos, segundo o tenente, ocorreram enquanto a vítima era levada ao PS Campo Limpo.

Durante esse depoimento, o advogado Celso Vendramini interrompeu duas vezes, reclamando de parcialidade do juiz e da posturado promotor.

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